segunda-feira, 18 de abril de 2011

Lucas & Day

‘... Eu sabia que ele me olhava, mais continuei encarando meu celular fazendo todo o esforço do mundo para conter as lagrimas.

– você vai me ignorar mesmo? – a voz dele se sobressaltou no selêncio.

O som da voz dele me penetrou e eu pude ver como se estivesse acontecendo agora na minha frente, pude ver: as mãos dele na cintura dela o corpo dele tão próximo ao dela, enquanto eles se beijavam. O encarei e me perdi naqueles olhos tão azuis e profundos. Foi nesse momento que percebi que eu não possuía mais a capacidade de falar, ou se quer de me mover todas as minhas forças estavam sendo usadas em simplesmente não sucumbir na frente dele. E tenho certeza que foi o orgulho o único sentimento que restara alem da magoa que me deu forças para levantar e dar as costas ao garoto que eu tanto amo. Mal cheguei a dar um passo e as mãos dele seguraram meu pulso e me forçaram a voltar e encontrar seu corpo. O toque dele destruiu todo meu alto controle ao mesmo tempo em que tudo se tornava turvo e confuso, e as coisas aconteciam rapidas demais, minha mão livre cruzou o ar e acertou seu rosto, eu o empurrei para poder me afastar, as lágrimas vazavam de meus olhos, meu corpo tremia minha voz voltara e agora eu gritava :

– COMO VOCÊ OUSA ME TOCAR ?! – eu não conseguia respirar, mais uni todas as minhas forças e continuei – DEPOIS-DE-TOCA-LA-DEPOIS-DE-BEIJA-LA! – minha voz sumiu, mas eu fiz mais um esforço e continuei com a voz esganiçada – como se eu não fosse nada como se eu não significasse nada, como se o que você me disse não valesse de nada!

A falta de oxigênio em meu cérebro me forçou a parar de falar , a vertigem me dominou e tudo exeto ele estava fora de foco, tudo girava eu ainda não conseguia respirar meus pulmões prescisavam ar, e quando dei por mim eu estava caindo, as mãos dele me pegaram e me forçaram para traz , pude sentir sentir a mesa aonde eu estava sentado a poucos minutos, encostar na parte de traz de minhas coxas, enquanto o corpo dele se alinhava ao meu, eu respirei profundamente e senti o cheiro dele um odor que me fazia queimar por dentro, segurando minha nuca com carinho ele me fez olhar seu rosto.

– Como você pode me culpar – ele também chorava, uma lagrima transpassava seu rosto marcado pelo tapa que eu acabara de lhe dar, a expreção em seu rosto e a dor explicita daquelas palavras aumentou ainda mais meu sofrimento – se você me ignora toda vez que me vê, se toda vez que nus tocamos você recua, se quando estamos juntos você sempre é tão frio – e pela primeira vez ele tirou os olhos de mim, e a angustia me destruiram por dentro. A dor era forte demais, eu não conseguia suportar era intenso demais para mim, nós encaramos e eu pude me perder mais uma vez na imensidão azul, e tão de repente quanto o meu tapa, nossos lábios se tocaram e como uma fagulha na gasolina lentamente nus consumimos nos fogo de desejo e prazer que só poderia pertencer a nós dois pertencia...’

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