‘ O pátio da escola estava vazio, eu sabia o que ela ia me dizer e fiquei esperando, lembro da primeira vez que a vi com seus cabelos negros sua pele branca e olhos tão escuros e expressivos, olhos nos quais eu podia me ver de tão escuros eram como espelhos, ficamos em silêncio e eu esperei ela tomar a iniciativa esperei ela criar coragem. Tudo que eu fiz, tudo pelo qual nos passamos, tudo que larguei, para acabar assim eu não ia ajudá-la a fazer isso, era uma escolha dela e por isso esperei em silêncio:
– você não conversa mais comigo – a voz dela era fraca e triste eu podia sentir a dor dela, mas a raiva me corroia por dentro seria essa a desculpa a minha distancia
– se você diz – eu concordei irritado, qual quer outra frase seria um simples desperdício de palavras
Olhei ao redor, tia Elaine passava pelo corredor, respirei profundamente e a encarei mais uma vez seu rosto lindo tão triste, será que eu era tão mal assim, será que eu era uma pessoa tão horrível que só sou capaz de provocar sofrimento, então ela disse num sussurro tenso mas eu podia sentir a firmeza de suas palavras podia ver o quanto isso custara o quanto isso a fazia sofrer:
– nós não nos beijamos mais, nós não nos tocamos mais, você nunca me amou…
– eu tentei – eu á interrompi meu tom de voz revelando toda magoa que eu sentia por estar tendo que passar por isso
– não você não tentou! – ela gritou para mim indignada se afastando uma lagrima escorreu por seu rosto, sua voz dominada pela dor – sempre fui eu! Quem se preocupou que um dia pudesse haver um nós, sempre fui eu que te esperei e eu estou cansada, eu te amo tanto – a voz dela falhou e mais uma lagrima escorreu por seu belo rosto – mais se para estar com você é preciso tudo isso – ela ficou em silêncio um instante eu pode ver o quão difícil aquilo era para ela, ela me encarou nos olhos e então disse em um sussurro quase inaudível porem firme - eu estou melhor sozinha – ela me deu as costa e eu segurei sua mão para impedi-la de se afastar de mim sem ao menos me deixar dizer algo ela puxou a mão para longe de mim e disse sua voz fria e cruel – acabou Daymian... ‘
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